Onze horas, um leito e uma noite de desconforto.

De repente aparece um problema  em uma filial da empresa onde trabalho, mais precisamente em João Pessoa-PB, a qual eu teria de ir até lá para resolver. A empresa me dá a opção de uma passagem aérea, com vôo direto, e outra de ônibus:  Leito. Escolhi a ida de avião para poder chegar descansado e resolver o problema e voltar de  ônibus e suas onze horas de viagem até Fortaleza.

Já na capital paraibana, aproveitei a noite de domingo para visitar o centro de artesanato e comer compulsivamente a deliciosa carne do sol com a inconfundível macaxeira cozida, banhada com a calórica manteiga da terra. Engordei mais dois quilos só de lembrar. No dia seguinte deslocamentos à empresa, fisco estadual, almoço no restaurante que recebia quatrocentos grupos de excursão (se é que contei direito), volta à Receita Estadual, jantar à beira-mar assistindo minha novela predileta Boogie Oogie e o pensamento de como seria a volta e o interminável trajeto noturno.

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21h. Eis que me acomodo no ônibus (tudo bem que acomodar é uma palavra que não cabe na história) e tento encontrar a melhor posição. Recebo um cobertor que parecia ter feito por algum ser prendado das cavernas, visto que o tecido estava quase todo se desfazendo.  Clamei para o universo fazer aquelas horas passarem  o mais rápido possível. Mesmo estando ciente que seriam  longos trinta e nove mil e seiscentos segundos.  Ainda bem que o companheiro  da poltrona ao lado era super divertido.  O rapaz vinha fazer um curso sobre mapeamento de redes na capital alencarina e estava super empolgado com a viagem que durarariam oito dias.

Celular com a bateria totalmente carregada  e a certeza que teria uma noite de insônia, mas regada a muita música. A sessão musical começou com a Myra  Callado. E assim menos de uma hora depois de viagem, eu já estava implorando para que acabasse logo aquele tormento. Ainda faltavam 10 horas e minhas pernas e pés já clamavam por liberdade.  De repente, um ronco. Aliás, três. Parecia uma orquestra. Roncos que alcançavam diversas notas. Algo engraçado, apesar de insuportável.  Aumentar o volume do fone foi a solução para não rir a cada vez que ouvia aqueles barulhos estranhos.

Algumas horas depois veio a primeira parada. Lajes, interior do Rio Grande do Norte. Tirei o tênis e calcei a sandália para descer e aproveitar todos os minutos que nos seriam concedidos. Banheiro, água, lanche, papo com o motorista e volta pro ônibus e mais ronco, desconforto, falta de sono e contemplação aquela paisagem noturna até a próxima parada: Mossoró, também no Rio Grande do Norte.

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Rodoviária de Mossoró. Todos dormiam. Menos eu, claro.

Parada essa onde desceram muitas pessoas e pude descer, ir ao banheiro, comprar mais uma água  e voltar para pegar a poltrona da frente e esticar meus muitos metros de pernas até o vidro que separava a cabine do motorista a dos passageiros.  Distante dos roncos e com as pernas esticadas, uma leve brisa de sono invadiu  minha alma e pude descansar a vista, o cérebro e as juntas que estavam ficando chateadas comigo. Acordei num súbito com o ônibus quase no destino. Aquelas quase quatro horas de sonos pareceram uma eternidade.  Fiz todo o processo de recompor-me e esperar o momento de descer e agradecer a Deus por ter sobrevivido.

Ainda bem que entre um interior que nada podia  ser visto além de um céu estrelado, roncos intermináveis, procura pela melhor posição para os pés, desconforto, algumas risadas de si e dos outros, salvaram-se todos.

Quando quero repetir a experiência? Espero que não pelo próximos quatrocentos e setenta e três anos.

 

Apenas 22 graus…

Hoje o dia começou com uma chuva bem fininha na capital cearense. Essa chuva quase me fez chegar atrasado ao trabalho, mas graças a Deus e a uma amiga que me deu uma carona providencial cheguei a tempo para por minhas inúmeras tarefas em ordem. O trabalho parecia acumular-se assim na mesma velocidade que o frio tomava conta da sala.

Aliás, frio é algo bem presente na minha sala de trabalho. Na hora que os ossos estão doendo, até reclamamos um pouquinho, mas quer saber? Melhor um frio de doer que o calor insuportável que já vivi em locais onde trabalhei. Já trabalhei em locais que inventaram um esquema de racionamento que transformava o local de trabalho em sucursais das masmorras dos tempos da escravidão. Idéias “geniais” que não levavam a resultado algum. Passado. Isso é passado.

O calor hoje foi personagem secundário. Não apareceu neste capítulo intitulado de doze de julho de dois mil e onze. Quem reinou foi um frio gostoso que só vim perceber plenamente quando saí pra almoçar. Como nosso local de almoço é aberto, logo minha comida estava bem geladinha. Eu sentia o vento frio nas costas. Algo completamente inusitado para uma cidade aonde o calor, geralmente ao meio-dia, chega a alcançar quase 40 graus.

Foi bom, foi diferente. Deu uma sensação de liberdade. Melhor seria se eu tivesse em casa, mas como meus trinta e dois anos e minha conta bancária ainda não me permitem isso,  durante quase uma hora senti o frio natural e por nove horas o frio artificial. Durante o trajeto pra casa mais vento frio no rosto. Em casa a água gelada e a única coisa quentinha do dia: Um macarrão que só minha mãe sabe fazer.

Agora, prestes a cair na cama, uma idéia veio a minha cabeça: Que tal um chocolate quente? Hum…acho que vou fazer isso mesmo, afinal não é todo dia que temos uma noite onde a temperatura está na casa dos 22 graus.  Melhor seria uma companhia pra aquecer meu corpo, mas como isso parece uma coisa bem distante da minha realidade solteirística, vou me contentar com o Nescau, o segundo episódio da quarta temporada do ‘True Blood’ e rezando pra que a moça do tempo esteja certa e que este friozinho gosto demore mais alguns dias para acabar.

A conexão entre nós

Exausto. Essa é a melhor definição pra mim. Hoje passei o dia inteiro acompanhando um trabalho da empresa só que na sede de um prestador de serviço que, aliás, faz parte de um grupo de empresas que eu já conheço há bastante tempo.  Inclusive já postei um dos brindes que recebi desta empresa no ano passado.

Apesar de ter ficado em atividade externa até as 20h, saí de lá revigorado. Foram tantos encontros casuais com pessoas que passaram pela minha vida que isso me encheu de energias. Encontrei a Fabiana, Elias,  Andrea,  João,  Lairta, a prima de uma grande amiga a qual esqueci o nome, um colega de faculdade, dentre outros. Nem eu sabia que iria ter tantos encontros no dia de hoje. Foi no mínimo interessante ver a forma como todos nós estamos conectados. Receber afetos, trocar gentilezas e retribuir afetos em meio à arquivos de programação, linguagens operacionais e conexões remotas. Aliás “conexão” é a palavra do dia de hoje.

Estamos conectados, uns com os outros. A vida é uma rede refletida hoje nas plataformas sociais da internet. Uma rede onde não basta apenas cruzar em um determinado momento da vida, temos que marcar a vida da pessoa de alguma maneira e sermos marcados. Quando a magia do encontro, mesmo que anos e anos depois, acontece é o mesmo daquele momento onde a amizade surgiu ou onde nasceram os primeiros contatos.

É isso. O cansaço me consome. Agora é desplugar geral da rede e curtir algumas horas off-line na minha cama antes de colocar o corpo em stand-by e cair no sono.

O trabalho, a criatividade e o “duplo-sentido”

Hoje foi dia de trabalhar demais. Isso é ótimo. Trabalho demais significa, automaticamente, mente ocupada e produtiva. Ruim foi o anúncio de uma mudança na empresa, mas isso faz parte. Como estou chegando agora fica muito mais fácil adaptar-se as mudanças, enquanto as mudanças podem confundir-se com a rotina atual.

Quanto ao sistema, estou me adaptando de maneira até surpreendente. Ter um raciocínio lógico é bom para decifrar os mistérios (ou códigos e caminhos) do tecnológico mundo dos sistemas integrados. Tudo na vida requer tempo e esforço. Adaptação é isso: A procura de maneiras adequadas de viver ou conviver nos mais variados lugares ou situações. Pelo menos estou tentando.

Assim como terei de conciliar, de agora por diante, os trabalho extras que aparecerão. Hoje, no fim do dia, ainda tive que ir buscar no apartamento de um grade amigo e parceiro nestas atividades extras, algumas dezenas de caixa do cliente para podermos dar seqüência nas tarefas. Ainda bem que em meio aos pesos, a gente acabou rindo com as loucuras (no bom sentido) de sua mãe, namorada e irmã. Gosto quando encontro famílias com bom humor.

Na volta para casa ainda paramos no Bebelu para comer a famosa oferta Nº 06, ou seja, o suculento super frango para depois seguir o caminho até minha casa, onde pegaríamos mais um pouco de peso,  porém tudo com muita risada entre uma caixa e outra.

E risada mesmo eu dei quando  encontrei este vídeo no Blog Bloguei sobre propagandas de duplo sentido. Uma campanha que certamente deu muito o que falar quando foi exibido. São cinco vídeos. Não vou falar muito para não estragar a surpresa. Eu só sei que ri alto. Ri demais.

Até onde irá a capacidade do ser humano de nos surpreender com seu poder criativo? Essa é uma pergunta que certamente não tem resposta. A criatividade existirá enquanto houver público ávido por novidades.

Só um lembrete: O vídeo é em inglês, mas como as imagens falam mais que mil palavras você não precisa saber nem o “The Book On The Table” para cair na risada.

Agora é só dar o Play e rir um pouco neste final de terça-feira.

Trabalho, unhas, sonhos e a Tailândia

Dia corrido. Muito trabalho. Dia de fechamento fiscal, de levantamentos, ajustes e dia de constatar que mesmo que sua carga de trabalho seja imensa, se você está em um local agradável e com pessoas que te respeitam nada disso te sobrecarrega. Você sai, mesmo  depois do horário normal, mais leve, e se conseguir se desconectar, melhor ainda. Fica tudo perfeito.

Perfeito como precisar fazer as unhas e encontrar um salão aberto próximo ao trabalho. Momento para relaxar, assistir TV e ouvir conversas aleatórias, uma coisa que me dá muito prazer, e que acaba fazendo com que eu conheça mais do mundo das pessoas. Muito bom, mas nada tão bom quanto perder o ônibus quando se está chegando à parada. Fail.

Porém “perdi” o ônibus, mas ganhei uma conversa legal com um amigo de longas datas que mora no mesmo bairro que eu. Um amigo que está perto vivendo seu inferno-astral, no sentido astrológico do termo, mas que sonha que tudo isso vai passar. Assim como eu sonhei que a nuvem de tensão se afastaria da minha vida por um tempo. E espero que por muito tempo.

Ah, e por falar em sonho, hoje reencontrei um vídeo que eu gosto demais. É um vídeo de imagens capturadas em 5D (Cannon) da Tailândia. Um país que desde criança eu sonho em conhecer. Essas imagens são lindas, vale muito à pena investir três minutinhos do seu tempo e curtir esta obra prima.

Quem sabe um dia eu não realizo este sonho e vou ver estas imagens pessoalmente, não? Afinal, não tem 3, 4 ou 5D melhores que os seus próprios olhos. E quanto ao vídeo, alguém pode até dizer que eu já compartilhei esse vídeo no facebook, no Twitter, enviei por e-mail e já estou postando mostrando novamente. Sempre tem aqueles que trocam o elogio pela crítica gratuita. O que é bom, belo e agrada a alma deve ser “curtido” a qualquer momento.

É acionar o “play” e viajar, ok?

Fonte do Vídeo: Moda para Homem

Uma imagem, um Título

Férias, féria e férias. Tudo bem que só da faculdade, mas é muito bom a gente saber que vai desconectar de algo, talvez não da forma como deveria ter sido, mas pelo menos encerrar o semestre da melhor forma possível. Poderia ter doado mais de mim aos estudos. Foi um semestre que aprendi menos que deveria. Aliás, um semestre intenso, onde pude experimentar terríveis doses de apatia profissional, de inquietações, exaustão e instabilidades emocionais. Talvez sejam estas as explicações mais cabíveis. Um semestre tenso.

Fiz duas escolhas erradas. Uma por total identificação com uma história de vida, e a outra com a  amarga ilusão de uma mudança ou rápida capitalização. Da identificação com a história de vida de uma profissional surgiu, pelo menos, uma parceria para uma amiga. É a velha máxima de que não passamos pela vida das pessoas em vão. Da “ilusão” restaram mais mágoas, rancores e (sai pra lá) decepções e a certeza que alguns ciclos, depois de encerrados, jamais devem ser retomados. O ponto de partida deve ser esquecido. O foco no novo é que deve prevalecer.

Mas, agora ao que tudo indica, depois de uma terceira tentativa, parece que a máquina vai girar de vez. Essa máquina que não tem um manual definido, essa máquina cheia de peças, engrenagens e funções que cada ser humano, mecânico autodidata, vai ajustando para chegar ao melhor funcionamento. A máquina que tem um nome “engraçado”: Vida.   Essa vida que vai ensinando, e aos poucos, transformando. Mesmo que essa transformação chegue nos quarenta e cinco do segundo tempo. Ou em Junho de 2009, que poderia ser os primeiros minutos do segundo tempo. Melhor assim.

Quanto ao meu profissional, estou mais tranqüilo. Mais leve, mais terno, como disse uma professora hoje que eu aprendi a  gostar e respeitar por demais. Adorei ouvir seu “diagnóstico”. Senti uma leveza ainda maior.

As amizades estão sendo restauradas, aos pouquinhos, mas estão sendo. E isso é o que importa.  Em casa tudo está perfeito, como sempre esteve: A harmonia voltou a reinar. Só o coração que insiste em não querer pulsar forte por alguém. Putz, como é estranho ver todo mundo namorando e você “chupando dedo”.

– “Universo, eu estou reclamando (sim) do senhor. Cadê as conspirações para a minha casa afetiva? Eu “leio, leio, leio” e isso nunca acontece”? Que fique registrado aqui o meu protesto.

No mais eu espero que essa energia boa, continue. Que ela se espalhe, contaminando tudo e a todos a minha volta. No que depender de mim, vou fazer o possível pra que isso aconteça. Até postar, hoje eu tive vontade. Naturalmente, assim como gosto que as coisas acontençam.  E isso só aconteceu porque a chama a apatia deu lugar à exaltação, a excitação e ao envolvimento.

Envolver-se com novos desafios e acreditar que pode realizá-los, nada mais é que o primeiro passo rumo à satisfação. Pelo menos é nisso que estou acreditando. É nisso que PRECISO continuar acreditando. É isso…Por enquanto vou aproveitar as férias da faculdades pra trabalhar um pouco mais e colocar em prática alguns projetos bem pessoais que….

Ah, deixa pra lá…Isso é motivo para um próximo post.

Você saber dizer BOM DIA?

Alguém se lembra da série ‘Os Normais”? Claro que sim, não é? Quem não gostava de rir das tiradas cômicas do Rui e do mau-humor típico da Vani? Eu, por exemplo, sou fã número 01 do sitcom. Tenho a coleção completa.

Tem um episódio chamado “Acordando normalmente” em que a personagem Vani descobre que o dólar varia conforme sua oscilação de humor.  Em das muitas tiradas ela diz: “Não sei como as pessoas querem que eu esteja bem. Afinal, da hora que acordo até dar meio-dia já levei  cinquenta “Bom dias” na cara”. A frase é engraçada dita por ela, mas contextualizado e com todos os trejeitos que lhe são peculiares.

Na vida areal não funciona assim. É feio quem não sabe ser educado. É feio passar um dia inteiro sem ver alguém e quando vê-lo não cumprimentar. Ser educado não dói. Um simples bom dia pode gerar uma satisfação que se prolonga por todo o dia. Se vier acompanhado de um sorriso, então…Torna-se bônus. Um prêmio.

Em um passado não muito distante eu podia enxergar em mim um traço de mau-humor diário. Daí a vida não avançava. O erro estava em mim. Eu precisava mudar. Mudei. Tive que jogar fora aquilo que as pessoas reclamavam no meu comportamento, e que depois de uma análise, vi que estavam certas. Passei a dar bom dia, boa tarde e boa noite. Passei a sorrir mais. Passei a mais gentil e mais educado como sempre fui, mas que por algum motivo havia deixado de ser. A receita deu certo. Ficou tudo mais saboroso.

Porém  nem todo mundo quer reunir os ingredientes necessário e fazer sua própria receita. A alquimia dos relacionamentos. No meu caso eu pego um ônibus lotado quase todas as manhãs. Á começo a saga dos “Bom Dia” com o cobrador. Quase nunca recebo de volta. Com o motorista então, parece que a gentileza está atrelada ao fluxo do trânsito. Se as vias estão livres, receberei um bom dia, senão…Já sabe. Nem preciso dizer. Se ele parar na parada correta,  terei a mesma sensação de ter ganho na mega-sena.

No trabalho as coisas são ainda mais diferentes. Vários mundos tendo que dividir a mesma galáxia. Umas galáxias aprenderam entrar na órbita correta. A órbita da cordialidade, outras, porém preferem buscar galáxias isoladas, onde é totalmente desconhecido o uso da expressão: Bom dia.

E isso me irrita? Sim. Demais. Fico totalmente irritado. Na regra básica da convivência, como falei acima, a educação é fundamental. É a regra de número 1. Pena nem todos fazerem esta análise. Pena os mundos serem tão próximos e tão distantes.  Pena nem todos terem a mesma vontade de contagiar o outro com um gesto tão despretensioso.

Será que é tão difícil abrir a boca, mexer alguns músculos (não vai doer depois), desejar envolver-se pelo clima da cortesia e dizer, mesmo que contidamente, um Bom dia cheio de boas vibrações? Para muita gente é.

Para todo mundo em uma terça-feira que começou com fortes trovões, relâmpagos e um chuva estranha, um sonoro e ensolarado (sim o sol já apareceu) BOM DIA !!!