Não sei dizer sim , quando quero dizer não.

Não vou dizer que admiro quem nasceu político, não estou falando em relação ao ato de governar ou algo do tipo. Político no sentindo daquele tipo que faz tudo pra conseguir o que quer, nem que pra isso tenha que ir contra alguns valores básicos. Sabe aquele que sorri sem vontade, aperta a mão do outro não por educação, mas por obrigação, etc. Não admiro. Ponto final. Dizer que sinto atração por seres assim, seria uma inverdade monstruosa a qual eu não gostaria de conviver.

Hoje confessei a um dos diretores da empresa onde trabalho que, se eu soubesse ser político já teria conquistado o que o mundo julga necessário para ser condecorado com uma medalha de “pessoa que deu certo na vida”. Mas,  eu não sou e nem quero ser. Ele até que elogiou minha postura e isso foi muito bom. Porém, a maioria prefere a condenação imediata. mas, se o preço a pagar for continuar matando alguns leões por dia pra jantar a noite, assim o farei.  Claro que ainda não cheguei neste nível, mas se chegar o farei com muita dignidade.

Não sei dissimular, é algo que está dentro de mim. Não sei fingir emoções. A escola da vida, aquela que me ensinou muito a custa de muitas lágrimas, deixou uma lição enorme que é preciso ser muito autêntico e defender sempre essa autenticidade para não perder sua essência.

Claro que, dentro de alguns contextos, temos que segurar um pouco o impulso, até para não sair machucado das armadilhas que a vida nos apresenta. Mas, ceder demais, deixar que o outro ou a conveniência te influenciem a ponto de você fazer aquilo que não quer. Isso não. Não consigo. Nem quero tentar. Levantar uma bandeira e segurá-la é uma tarefa árdua que requer esforço.

Não quero e nem nunca vou querer que gostem de mim apenas porque eu sou o cara que diz aquilo que pensa. O que penso é o conjunto de referências que adquiri ao longo da jornada.  Quero, ou melhor, exijo que respeitem minhas decisões, opiniões e que sejam honestas comigo como sou com elas. Isso não é pedir muito. Só não estou a fim de ficar me justificando. Apesar de que o justo (sempre) por si justifica-se.

Se irei caminhar rumo a um precipício? Não sei. Se serei eternamente julgado? Não sei. Se serei preterido pela minha postura honesta e transparente com os outras? Não sei. Espero que não. Torço para que um dia as pessoas aprendam a ver a sinceridade do outro, aquela que vem com respeito á diversidade de opiniões, com olhos menos inquisidores.

Anúncios

Fotos, selfies, lembranças e afins

Aos seis anos de idade. #DiretoDoTúnelDoTempo

Aos seis anos de idade. #DiretoDoTúnelDoTempo

Tem um período da minha vida, uma espécie de buraco negro, do qual eu não tenho registro algum. Detestava minha imagem. Magro, esquisito, desengonçado, esquecível. Ainda bem que eu não gostava de fotografias naquele momento. Imaginem registrar, revelar e guardar aquela imagem para todo o sempre. Prefiro nem pensar.

O tempo passou e de horroroso fisicamente passei a ser um sujeito aceitável (Pelo menos para mim – Que fique bem claro). As formas magras tomaram corpo, as calças xadrez deram espaço a um visual mais normal.  O visual Netinho-Oh, Mila ficava no passado. E, assim, passei a registrar meus momentos. Eram muitas fotos. Era tanta foto a ponto de em uma festa, eu fazer mais de cem cliques. Estava viciado. Todo ano queria comprar uma máquina digital diferente. Não havia saída de casa, sem um clique para postar nas redes sociais da época.

Quando criança, até os oito anos de idade que era quando a vida não havia deixado de sorrir totalmente para mim, eu também gostava de fotos. Tinha um álbum lindo. Digno de um bebê Johnson. SQN. No registro de infância, tinha até a famosa primeira mecha de cabelo. Eu mostrava pra todo mundo orgulhoso aquele álbum. Levava pra escola, pro grupo de escoteiro, pro final de semana na casa de amigos. Mas, aí de uma forma estranha o álbum sumiu da minha casa. Tenho duas teorias conspiratórias para o fato. Mas, deixarei pra outro momento. Melhor esquecer. Crime Prescrito. O álbum “Evaporou”. Pronto. Deixou um trauma. Passei a sentir faltas daqueles registros que eu não tinha na memória.  A sorte que minha família encontrou umas fotos minha quando bebê e deu-me de presente (abaixo uma delas). Quatro fotos que salvaram à memória daquilo que fui.

A esquerda o blogueiro que vos escreve. A direita meu irmão que Deus levou para junto de si em 1985.

A esquerda o blogueiro que vos escreve. A direita meu irmão que Deus levou para junto de si em 1985.

Daí veio a era digital. Fotos nos celulares.  Vídeos, ou seja, fotos com áudio e movimento. Uau. Incrível. Impressões em alta definição. Filtros, photoshop. Passamos a ser editores de nós mesmo.  Selfies quase perfeitos, não fosse a falta de beleza do personagem principal.   A máquina foi aposentada e, até onde lembro, uma delas foi banida na última faxina geral. Fotos nos celulares, vídeo-book, vídeo no Youtube…a vida parecia perfeita. Não! Faltava incluir itens básicos de sobrevivência como Backups e salvamento automático nas nuvens. Ok! Backup eu sempre faço, mas com um atraso incrível de meses em relação ao registro original. Daí vem os riscos, como neste último. Assalto. Levaram o celular e com ele quatro meses de fotos: Carnaval 2015, viagem, festinhas com os amigos, screeshots importantes. O choro é livre.

Senti-me roubado mais uma vez. Lá se vão memórias que poderiam ter sido guardadas ou mesmo impressas no momento certo. Mas, por conta da procrastinação nossa de cada dia, não o fiz e com isso vou tentandoguardar aqueles momentos dentro de um HD que, pelo menos por enquanto tem memória suficiente para arquivá-las, uma “mídia” pessoal e intransferível chamada LEMBRANÇA.

Cansei de Ser Solteiro

Como recordar é viver, acabei vendo que este post é um dos mais acessados no Blog. Mas, e o pior de tudo? É que passaram cinco anjos e nada mudou. Meu status continua o mesmo: Solteiro (e a procura) Posso chorar? Claro que não. Vamos rir pra ver se atrai coisa boa.

::: O Que Deve Ser Dito :::

Cansei de ser solteiro. É um fato consumado. Mas juro que não entendo as pessoas que estão por aí dizendo estar ávidas por uma relação séria. Estou cercado por pessoas que estão buscando o amor desesperadamente.  Se há a busca porque não há o encontro? Alguém consegue responder?

 Como falei muitas pessoas estão numa busca implacável por alguém para dividir os momentos especiais e um pouco da rotina. Eu também busco, claro. Hoje em dia bem menos que no passado. Hoje o que eu quero é organizar minha vida a qual eu demorei muito tempo para por em ordem. Quero projetar meu futuro financeiro e profissional. Quero muita coisa que talvez uma pessoa errada, neste momento, iria me tirar um pouco dos meus planos. Se a pessoa, que eu julgar ser certa, vier naturalmente eu  aceitarei, lógico. Se não vier vou entender e continuar seguindo meu caminho.  Prefiro estar…

Ver o post original 510 mais palavras

Vontades de ter ainda mais vontades

images

Sabe quando a vontade de escrever volta?  Na verdade acho que algumas vontades estão voltando. E, quando isso acontece o melhor é dar espaço para que tudo saia do plano vontade e vire concretização. Mais ou menos assim: Vontade de escrever vire texto. Textão. Vontade de aprender inglês vire frases construídas ou cantadas de forma que o Tio Sam entenda e o Joel Santana não. Vontade de fazer um exercício físico vire quilos a menos. Um monte de vontades, todas juntas e misturadas.

Vontade. “A principal das potências da alma”, como bem define o Michaelis. Mas, e quando sua alma perde algumas vontades? Eu estava perdendo várias delas, dia após dia. Estava entregando-me ao mais alto nível de letargia. Confesso que tive medo de entrar num lugar escuro e que pra sair seria preciso ajuda profissional. Não foi preciso, graças a Deus e a minha sempre surpreendente força de vontade. E novamente a danadinha de sete letras aparece novamente.

Foram dias difíceis. Dias em que pedi demissão da empresa, fui assaltado, fui testemunha de um atropelamento ao qual até hoje não sei se a vítima veio a falecer, contas foram acumuladas e onde me perdi das pessoas que amo e de fazer coisas que sempre me deram prazer. Depressão? Não sei se chega a tanto, mas tive medo.

Daí vem a vida com suas cápsulas mágicas, chamadas de surpresas, e começa a reorganizar tudo.  Aos poucos, lentamente. Num outro estágio, super avançado e intensivo, a vida te dá idéias para vencer a crise profissional, apresenta novas pessoas, resgata a confiança em si, recebe bons feedbacks de terceiros, mostra que nossas escolhas no passado podiam ter sido diferente, mas que as que fazemos hoje são as que mais importam e ordena que você acorde de vez.

E assim as vontades ditam o caminho que devo seguir e o que devo deixar pra trás. As vontades, na verdade as novas vontades, também revelam algo que a gente precisa entender de uma vez por todas: Que a vida é uma fatura aberta de cartão de crédito, com data de vencimento implícita, mas que não deixa de cobrar juros bem altos para quem não paga suas faturas.

Então, Ok. Fatura zerada. Começando do zero.

Onze horas, um leito e uma noite de desconforto.

De repente aparece um problema  em uma filial da empresa onde trabalho, mais precisamente em João Pessoa-PB, a qual eu teria de ir até lá para resolver. A empresa me dá a opção de uma passagem aérea, com vôo direto, e outra de ônibus:  Leito. Escolhi a ida de avião para poder chegar descansado e resolver o problema e voltar de  ônibus e suas onze horas de viagem até Fortaleza.

Já na capital paraibana, aproveitei a noite de domingo para visitar o centro de artesanato e comer compulsivamente a deliciosa carne do sol com a inconfundível macaxeira cozida, banhada com a calórica manteiga da terra. Engordei mais dois quilos só de lembrar. No dia seguinte deslocamentos à empresa, fisco estadual, almoço no restaurante que recebia quatrocentos grupos de excursão (se é que contei direito), volta à Receita Estadual, jantar à beira-mar assistindo minha novela predileta Boogie Oogie e o pensamento de como seria a volta e o interminável trajeto noturno.

20141117_212011

21h. Eis que me acomodo no ônibus (tudo bem que acomodar é uma palavra que não cabe na história) e tento encontrar a melhor posição. Recebo um cobertor que parecia ter feito por algum ser prendado das cavernas, visto que o tecido estava quase todo se desfazendo.  Clamei para o universo fazer aquelas horas passarem  o mais rápido possível. Mesmo estando ciente que seriam  longos trinta e nove mil e seiscentos segundos.  Ainda bem que o companheiro  da poltrona ao lado era super divertido.  O rapaz vinha fazer um curso sobre mapeamento de redes na capital alencarina e estava super empolgado com a viagem que durarariam oito dias.

Celular com a bateria totalmente carregada  e a certeza que teria uma noite de insônia, mas regada a muita música. A sessão musical começou com a Myra  Callado. E assim menos de uma hora depois de viagem, eu já estava implorando para que acabasse logo aquele tormento. Ainda faltavam 10 horas e minhas pernas e pés já clamavam por liberdade.  De repente, um ronco. Aliás, três. Parecia uma orquestra. Roncos que alcançavam diversas notas. Algo engraçado, apesar de insuportável.  Aumentar o volume do fone foi a solução para não rir a cada vez que ouvia aqueles barulhos estranhos.

Algumas horas depois veio a primeira parada. Lajes, interior do Rio Grande do Norte. Tirei o tênis e calcei a sandália para descer e aproveitar todos os minutos que nos seriam concedidos. Banheiro, água, lanche, papo com o motorista e volta pro ônibus e mais ronco, desconforto, falta de sono e contemplação aquela paisagem noturna até a próxima parada: Mossoró, também no Rio Grande do Norte.

IMG_20141118_034423

Rodoviária de Mossoró. Todos dormiam. Menos eu, claro.

Parada essa onde desceram muitas pessoas e pude descer, ir ao banheiro, comprar mais uma água  e voltar para pegar a poltrona da frente e esticar meus muitos metros de pernas até o vidro que separava a cabine do motorista a dos passageiros.  Distante dos roncos e com as pernas esticadas, uma leve brisa de sono invadiu  minha alma e pude descansar a vista, o cérebro e as juntas que estavam ficando chateadas comigo. Acordei num súbito com o ônibus quase no destino. Aquelas quase quatro horas de sonos pareceram uma eternidade.  Fiz todo o processo de recompor-me e esperar o momento de descer e agradecer a Deus por ter sobrevivido.

Ainda bem que entre um interior que nada podia  ser visto além de um céu estrelado, roncos intermináveis, procura pela melhor posição para os pés, desconforto, algumas risadas de si e dos outros, salvaram-se todos.

Quando quero repetir a experiência? Espero que não pelo próximos quatrocentos e setenta e três anos.

 

Conhecendo o mundo de Alice

ALICE

Na última terça-feira, 28 de Outubro, foi ao ar pelo Canal Multishow a cerimônia de entrega do Prêmio Multishow de Música 2014. Estava ansioso pra ver o programa, as atrações e como seria  a perfomance dos apresentadores, mas não deu. Tive outro compromisso. No dia seguinte fui ver a relação de premiados e me surpreendi com uma indicação na categoria ‘Melhor Regravação’. A indicada era a música ‘Homem’, composta e interpretada originalmente pelo Caetano Veloso. Esta canção faz parte do contraditório  álbum “Cê”, lançado em 2006 pelo eterno tropicalista. Na premiação do Multishow a música concorria com a versão de Alice Caymmi. Por méritos próprios a música  sagrou-se campeã em sua categoria. E foi aí a minha surpresa.

Eu, que tanto conheço o universo musical brasileiro e que procuro estar sempre ligado aos novos sons, não sabia que Dorival Caymmi tinha uma neta, filha de Danilo e sobrinha de Nana, dona de uma voz grave super marcante e que já estava com dois trabalhos disponíveis para nós: Pobres mortais e amantes de boa música.

Daí, para acionar o Google foi rapidinho. Primeiro  busquei conhecer o CD ‘Rainha dos Raios’ , lançado este ano e que continha a versão contemplada pelo super júri do canal Multishow. Vicei. Ouvi várias vezes. Certo que por ser um disco onde as regravações  predominam (há apenas duas canções inéditas), fica bem mais fácil você se apaixonar pelo conjunto da obra. Surpreso mesmo fiquei com a  regravação de “Sou rebelde’,  sucesso da cantora Lilian, lançado no final dos anos 80 e de ‘Princesa’ funk-melody de autoria do MC Marcinho.  É um disco que vale a pena ser ouvido. Está tudo na internet e disponível para baixar gratuitamente. Dá o play.

Agora que despertei sua curiosidade, vou deixar que procurem o primeiro disco desta jovem cantora,  parte de um dos clãs mais ricos da nossa cultura, e descubram o quanto ainda há de se revelar através de suas canções e o quanto de preconceito podemos nos libertar devido sua ousadia e originalidade.

Ficou curioso e não quer nem perder tempo procurando na rede?  Tem o mais recente trabalho da Alice Caymmi também no Youtube. Clica aqui.

Sabe aquela hora?

MUDANÇA

Sabe aqueles momentos que dá vontade de sacudir tudo? Desorganizar pra poder organizar depois. Realinhar. É aquele desejo forte por mudança. Mudar, não simplesmente só trocando as coisas de lugar. Mudar. Dispor de outra forma. Aqueles momentos que você teve que fazer escolha que não queria, sentir aquilo que acreditava já não sentir mais, dar respostas que não estava preparado, ser frio quando na verdade você estava um verdadeiro caldeirão de emoções. Aquele momento em que nos perdemos quando na verdade só queríamos nos encontrar. Aquele momento que você precisava calar, mas ao mesmo tempo tudo que você precisava era falar. Entendeu? Nem eu?

Entender tudo é complicado. Querer entender cansa. Querer definições te deixa exausto. Bom mesmo é deixar que as coisas venham. Não pra te deixar confuso, mas para trazer claridade. Não que venham aleatoriamente, mas que venham como reflexo daquilo que você projetou. Bom seria se tudo cooperasse para o nosso bem. Igual ao que ouvimos diariamente da boca dos entusiastas.

Sabe aquele momento? Aquela vontade de sacudir tudo. Esse momento é agora. Sem culpas, sem medos. Momento de entrega ao que se quer. Momento do que se precisa. Momento  de você ser mais você.  Momento onde teus desejos importam, onde as conseqüências….

Bem, as conseqüências serão sempre inevitáveis. Mudando tudo ou não mudando nada elas sempre se farão presentes nas nossas vidas. Há o momento de mudar. Há o momento de adaptações ao que as mudanças trarão.