A Face Monstruosa da Inveja

Uma pessoa invejosa não consegue ver a própria imagem.

Inveja. Quem já não sentiu na pele os reflexos do que esta “moça” feia e traiçoeira  causa. Sentimento vil, imbecil e deprimente. Não há nada pior que um ser humano querer o lugar de outro, a vida, o emprego, roupas, o homem ou a mulher do outro. Enfim, ver alguém desfilar seu repertório de inveja e intriga me dá náuseas, enjôos seguido de vômito. Pena. Sinto muita pena também. Não consigo imaginar um ser humano com tamanha falta de capacidade, tamanha falta de amor próprio, tamanha falta de dignidade.

Já vimos muito em filmes como e o quê a inveja pode causar na vida de uma pessoa.  Os exemplos não são nada bons, nada edificantes. O final sempre é triste. No final a depressão, a solidão, o isolamento, a amargura ou até mesmo a morte são as conseqüências de atos causados pela inveja. Quem não se lembra da obra O Conde de Monte Cristo ou mesmo dos clássicos televisivos de Gilberto Braga como O Dono do Mundo, Vale Tudo, Paraíso Tropical e Celebridades, onde a ganância e a inveja serviam de cenário para os vilões exibirem suas performances maquiavélicas. Talvez esta última seja o retrato fiel do que uma pessoa movida pela inveja é capaz de fazer.

A personagem de Claudia Abreu, a dissimulada Laura Prudente da Costa queria não só o cargo da sua rival Maria Clara Diniz, vivida por Malu Mader, queria sua empresa, seu  casa, seu carro e seu poder.  À base de muita mentira, mortes, traições e jogos perigosos. Ela conseguiu. Obteve aquilo que mais almejava. Porém não foi capaz de absorver a única coisa que o invejoso não tem: COMPETENCIA.

O invejoso em alguma hora cai, vacila, tropeça. Assim como foi com o desfecho da Personagem na novela Celebridades, em algum momento ela deixa a porta aberta para o fracasso, por não ter competência. E o final nós já conhecemos. Somente ela, a pessoa invejosa, não é capaz de enxergar.

 Já fui vítima de inveja e acredito que ainda sou constantemente. Meu tempo de trabalho, minha qualificação e colocação profissional, meu lado autodidata de ser, minha capacidade de me comunicar com as pessoas, de obter bons empregos, meu amor próprio, uma mãe excepcional, amigos idem, minha capacidade de superação e de agregar pessoas sempre despertaram inveja daqueles que estão à margem de tudo isso, daqueles que não ousaram na vida, como eu ousei. Daqueles que não conseguiram se destacar, daqueles que não cultivaram antes querer ir direto pra colheita.

Em 2008 fui vítima de uma destas pessoas. Certo anônimo criou um fotolog e passou a ofender pessoas próximas a mim e a lugares por onde eu havia passado e tinha feito grandes amizades. A pessoa doente, sim isso deve ser uma patologia, cega de inveja passou a me acusar como autor dos textos.  Isso causou muita dor. Muita decepção. O doente apenas ria de longe, me acusava furiosamente. Por um instante ele conseguiu.  Fui abatido pela tristeza. Certamente ele deve ter aberto umas garrafas de champagne para comemorar, mas teve que vomitar gota a gota na seqüência, pois a verdade apareceu mais cedo que eu imaginava. Daí o invejoso voltou para seu lar: O esgoto, as valas e o subsolo, pois são os únicos locais onde eles podem reinar e esconder-se sobra sua face de lama.

Agora a história de se repete, mas não comigo. Um amigo está sendo vítima  de inveja. Um amigo querido não só por mim, mas por todos os que o conhecem. Em seu trabalho o ciclo infeliz da inveja está tirando seu sono. Anonimamente alguém passou a persegui-lo, a levar difamações à diretoria através de e-mails.  Alguém que quer muito o seu cargo, sua posição. Alguém que não mede esforços para tramar, para criar e-mails falsos, para criar histórias inverídicas. Alguém com tempo ocioso. Alguém sem a mínina qualificação, sem capacidade de ir à luta, sem capacidade de se mostrar competente. Alguém, como a maioria dos invejosos, com a alma negra, escura e podre. Alguém que certamente exala simpatia, mas o espírito range, treme por dentro.

O que posso fazer? Emprestar meu ombro, orientar e estar atento junto com meu amigo. Não sei se oração resolve, pois eu parto do princípio que para mudarmos precisamos querer e que a salvação é individual. O invejoso não vê a luz. Não quer sua salvação, quer o que é do outro, apenas isso.

Fico intrigado e imaginando como é uma noite de sono de uma pessoa assim. Será que coloca sua cabeça no travesseiro e dorme como a gente faz? Ou se a paz há muito tempo retirou-se dali e só há espaço para intrigas e novas tramas.

Quer um conselho? Conhece alguém assim? Fuja. Corra delas. Elimine do seu convívio. Não vale a pena, não há nada para agregar. Eles jamais compreenderão seu erro e tentarão mudar como fazem os seres humanos normais. E no mais é proteger-se e pedir a Deus que os mantenha livres destes ratos imundos. Vou torcer para que meu amigo livre-se desta armadilha e que seja vitorioso nesta história tão chata e desnecessária.

Sorte…

Falei.  

Apesar dos tubarões, como diz a Rosana Hermann, o mar é lindo.

Boa Sexta a Todos e Abraços do Grande.

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