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Um último título para o último post

Foram 445 posts, quase 30.000 visualizações, 546 comentários em apenas um blog que teve uma vida curta (porém intensa) de 1 ano e 3 meses. Foi tempo suficiente pra eu dividir minhas alegrias, tristezas, compartilhar momentos da minha vida com pessoas de perto, de longe e outras que descobriam o blog por acaso a cada dia.

Como na vida tudo é feito de ciclos e como minha vida é cheio deles, acho que está na hora de encerrar mais um. O “O Que Deve Ser Dito” marcou um período difícil da minha vida. Um período cheio de altos e baixos. Um período confuso, onde a vida colocou as coisas que eu julgo mais importantes à prova. Foram amizades que começaram, outras que se dissiparam, a inconstância profissional, minha instabilidade emocional, a falta de uma companhia, a falta de amar verdadeiramente uma pessoa. Um período que me perdia constantemente de mim mesmo.

Vi no blog uma terapia. A cadeira de analista onde eu não precisava pagar uma conta ao sair. Uma experiência única. O blog trouxe o exercício da escrita de volta, exercício para desabafos e   exercício da paciência. Várias vezes tive que justificar o que escrevia para algumas pessoas. Essa era a parte ruim. Mas no todo, o saldo geral, esse foi muito POSITIVO. Como diz o mestre Gonzaguinha: “Começaria tudo outra vez se preciso fosse…”

Como estou em um momento muito bacana, onde as energias começam a se conectarem novamente, acho que devo me desligar um pouco do virtual. O início é pelo blog. O próximo será a conta do Twitter e, talvez, até do Facebook. O mundo virtual é bom, enigmático, intrigante, às vezes desgastante, mas eu preciso de mais realidade. Abraçar mais, beijar mais, me envolver mais… Demorei, relutei , venci o apego, o costume, mas tomei a decisão. Chegou a hora do FIM. Um fim embalado por um bom momento. Um momento de satisfação.

Agradeço cada visita, cada comentário, elogios ou críticas que recebi. Agradeço pelas pessoas que pediam atualizações e, que de certa forma, ajudei a mostrar que só mudamos de corpo, endereço e códigos genéticos. As emoções, sejam alegres ou tristes, são as mesmas. Espero que possamos nos encontrar por aí, em algum lugar deste mundo louco, real, envolvente ou quem sabe em algum novo blog

Afinal, se até as montanhas movem-se de lugar, porque eu não posso um dia voltar atrás nessa decisão e começar tudo do zero?

Então, agora oficialmente, eu digo: Encerro por aqui os trabalhos do blog “O Que Deve Ser Dito”. E na última linha, uma última palavra:

O-B-R-I-G-A-D-O !!!

Abr/2010 - Jul/2011

 
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Publicado por em 29/07/2011 em Pensado e Dito

 

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“Que dó, que dó, que dó….”

Desde oontem que estou com dores na coluna. Acredito que tenha sido culpa da reorganização dos móveis da sala que inventei da fazer no sábado. Agora  que já relaxei um pouco com uns amigos no Facebook, vou tomar um relaxante muscular e dormir.

Boa noite a todos.

 
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Publicado por em 18/07/2011 em Pensado e Dito

 

O saldo do dia

No Blog há um contador de visita bem eficiente. Ele diz todas as estatísticas. Por dia, por post, por semana, mês e totalizador geral de visualizações, citações, cliques em imagens. Tudo fica registrado em tempo real. Hoje ao abrir o blog, pensando em postar, me deparo com um número alto de visitas. O maior desde quando o blog começou as atividades em abril do ano passado.

Fui verificar o contador por post para ver se não era algum erro do wordpress.  Não era erro. Alguém simplesmente começou a ler todos os textos que eu escrevi. Confesso que fiquei assustado. Mas como escrevemos na net, devemos estar abertos a estes fenômenos virtuais que não tem nada de paranormais.

Realmente só uma coisa que não posso descobrir através do contador de visitas: Quem está lendo todos e por que. Se for por ter gostado dos textos, ótimo. Fico bem feliz. Se há outro motivo é melhor nem ficar sabendo. Tem coisas que é melhor a gente nem buscar a causa. Coisas que devem ser esquecidas.

Esquecer é a palavra do dia. Como o final da semana que tive. Ontem, além de dormir mal, acordei pior. Os trovões que me acordaram por duas vezes e até pesadelos fizeram desta noite algo que também deve ser esquecida. A gente tem sempre duas opções: Esquecer algo, tentando canalizar as energias para um novo local, ou embriagar-se dos sentimentos ruins. Hoje escolhia a primeira: Esquecer.

Comecei o dia, apesar da dor de cabeça, assistindo um filme lindo que estava passando no Telecine Premiun. Um filme que sempre disse a mim mesmo que assistiria, mas não fazia por onde cumprir o que falava. Sempre ao seu lado, que conta a história real do cachorro Hachiko, que após a morte do seu dono, foi durante nove anos consecutivos para a porta da escola onde o mesmo trabalhava. O filme é emocionante. Algumas lições como lealdade, afeto e lembranças foram transmitidas. Sem contar que ele desperta uma sensação de descobrir quais as relações que realmente vale a pena serem cultivadas.

O recado estava dado. Comi duas tapiocas quentinhas e parti para, depois de pensar que que fazer pra espantar a chateação, reorganizar a sala aqui de casa. Os móveis estavam na mesma posição há quase um ano. Tirei tudo do lugar, limpei coisa por coisa, troquei as posições, retirei alguns itens do rack, troquei a manta do sofá e tudo isso ao som de Nando Reis.

E não é que deu certo. Reorganizei os móveis, a sala por completo e, de quebra, minha mente que estava um pouco confusa. Depois de um bom banho e um descanso merecido fiquei navegando sem rumo na rede de computadores. Este universo chamado internet. Ainda assisti ao jogo do Fortaleza, em sua estréia na série C do campeonato brasileiro (infelizmente marcado pela derrota), e bati papo com alguns amigos pelo MSN e Facebook.

Acho que deu resultado. O saldo do dia, assim como as visitas do blog, está positivo. Espero que continue assim.

Status atual: Sem saber o que fazer na noite de hoje, mas quem sabe uma idéia não surge nos próximos minutos.

 
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Publicado por em 16/07/2011 em Pensado e Dito

 

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“Silêncio por favor…”

23h50. Agora a pouco estava assistindo o programa ‘Pirei com Betty Lago’ no canal GNT. O programa falava sobre silêncio. Uma frase de uma consultora, que eu não lembro bem a especialidade, chamou muito minha atenção. Na entrevista ela disse que as pessoas confundem barulho com alegria. Disse ainda que o silêncio é paradisíaco e o barulho é infernal. É verdade. Aliás, a mais pura verdade.

E depois de escrever um post inteiro, resolvi deletar tudo. Melhor ficar aqui com meu silêncio. Aliás, nesta sexta-feira é a única coisa que me resta. O meu único tesouro.

O Silêncio

Arnaldo Antunes

Composição: Carlinhos Brown / Arnaldo Antunes

antes de existir computador existia tevê
antes de existir tevê existia luz elétrica
antes de existir luz elétrica existia bicicleta
antes de existir bicicleta existia enciclopédia
antes de existir enciclopédia existia alfabeto
antes de existir alfabeto existia a voz
antes de existir a voz existia o silêncio
o silêncio
foi a primeira coisa que existiu
um silêncio que ninguém ouviu
astro pelo céu em movimento
e o som do gelo derretendo
o barulho do cabelo em crescimento
e a música do vento
e a matéria em decomposição
a barriga digerindo o pão
explosão de semente sob o chão
diamante nascendo do carvão
homem pedra planta bicho flor
luz elétrica tevê computador
batedeira, liquidificador
vamos ouvir esse silêncio meu amor
amplificado no amplificador
do estetoscópio do doutor
no lado esquerdo do peito, esse tambor

Fonte da Música: Clique Aqui

 
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Publicado por em 15/07/2011 em Pensado e Dito

 

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Os mistérios das perdas

Literalmente e definitivamente eu não sei lidar com mortes. Não sei lidar com esse sentimento estranho de saber que alguém está próximo, está naquele local que a gente está acostumado a saber e, de repente, já não está mais. Perdas que envolvem pessoas são ainda mais complicadas pra eu aceitar.  Já passei por várias. Foram familiares, amigos, conhecidos de trabalho e até mesmo aqueles que não fazem parte diretamente da minha vida, mas que mesmo assim partem, deixam uma dor, um incômodo, uma sensação de inquietude, uma dúvida sobre a passagem.

Hoje cedo um amigo me avisou via Skype, que o dono de uma das empresas cliente do escritório onde trabalhei até mês passado havia morrido em um acidente de avião, na manhã de hoje, em Recife. Na hora veio um flashback de todas as vezes que eu tinha ouvido falar nele, nas suas empresas, na maneira como conduzia seus negócios, no seu pai com quem tive alguns contatos e de como a família estaria naquele momento.

Passei o dia pensando. Não dá para entender. Uma morte trágica. Uma ruptura abrupta e inesperada dos laços materiais, espirituais e da família. Sempre que meu cérebro tinha alguns segundos livres do trabalho, ele processava a informação sem sucesso. Acontecia meio que um Error 404. Não conseguia carregar aquela página que a mente nos condiciona a aceitar alguns fatos.

Associei o fato ao acidente com  que aconteceu hoje cedo na saída do meu bairro e ao motoqueiro que também perdeu a vida na Av. Benjamim Brasil na tarde de segunda-feira. Nestes dois eu passei próximo aos locais pouco depois dos fatos e procurei não ver a cena. Tem coisas que é melhor a gente nem ver mesmo. Se imaginar já é complicado, imagine ver os detalhes. É, meu amigos, a morte ou a simples sensação de ver alguém ferido, me deixam extremamente incomodado. Não sei lidar com isso. Não sei se um dia conseguirei.

O que sei é que a vida é um mistério, onde a gente vai tentando decifrar um pouco a cada dia e muitas vezes não nos contentamos com as respostas que vamos obtendo. Não nos contentamos com as peças que são encaixadas nem com as peças que perdemos no meio do caminho. Vida na cabeça da gente é para ser celebrada. Festejada. Assim como a diretora da atual empresa que trabalho, que reuniu os funcionários na tarde de hoje para comemorar seu aniversário.

A vida é mesmo uma estação. Enquanto uns chegam, celebram o momento da chegada, outras se despedem e partem para uma nova viagem. E para quem fica resta apenas a certeza e a espera das próximas partidas, das próximas chegadas e de que não adianta tentar entender, nem buscar uma forma de lidar melhor com as perdas. Elas irão acontecer inevitavelmente.

Hoje eu queria ter escrito um post mais alegre, “pra cima” apesar do cansaço e do ritmo de trabalho que aumenta a cada dia, mas infelizmente não deu. Fica para uma próxima.

É isso.

 

 
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Publicado por em 13/07/2011 em Pensado e Dito

 

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E por falar em frio…

Frio da Solidão’Chitãozinho e Xororó com particpação especial de Roupa Nova

Linda canção.

 
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Publicado por em 12/07/2011 em Pensado e Dito

 

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Apenas 22 graus…

Hoje o dia começou com uma chuva bem fininha na capital cearense. Essa chuva quase me fez chegar atrasado ao trabalho, mas graças a Deus e a uma amiga que me deu uma carona providencial cheguei a tempo para por minhas inúmeras tarefas em ordem. O trabalho parecia acumular-se assim na mesma velocidade que o frio tomava conta da sala.

Aliás, frio é algo bem presente na minha sala de trabalho. Na hora que os ossos estão doendo, até reclamamos um pouquinho, mas quer saber? Melhor um frio de doer que o calor insuportável que já vivi em locais onde trabalhei. Já trabalhei em locais que inventaram um esquema de racionamento que transformava o local de trabalho em sucursais das masmorras dos tempos da escravidão. Idéias “geniais” que não levavam a resultado algum. Passado. Isso é passado.

O calor hoje foi personagem secundário. Não apareceu neste capítulo intitulado de doze de julho de dois mil e onze. Quem reinou foi um frio gostoso que só vim perceber plenamente quando saí pra almoçar. Como nosso local de almoço é aberto, logo minha comida estava bem geladinha. Eu sentia o vento frio nas costas. Algo completamente inusitado para uma cidade aonde o calor, geralmente ao meio-dia, chega a alcançar quase 40 graus.

Foi bom, foi diferente. Deu uma sensação de liberdade. Melhor seria se eu tivesse em casa, mas como meus trinta e dois anos e minha conta bancária ainda não me permitem isso,  durante quase uma hora senti o frio natural e por nove horas o frio artificial. Durante o trajeto pra casa mais vento frio no rosto. Em casa a água gelada e a única coisa quentinha do dia: Um macarrão que só minha mãe sabe fazer.

Agora, prestes a cair na cama, uma idéia veio a minha cabeça: Que tal um chocolate quente? Hum…acho que vou fazer isso mesmo, afinal não é todo dia que temos uma noite onde a temperatura está na casa dos 22 graus.  Melhor seria uma companhia pra aquecer meu corpo, mas como isso parece uma coisa bem distante da minha realidade solteirística, vou me contentar com o Nescau, o segundo episódio da quarta temporada do ‘True Blood’ e rezando pra que a moça do tempo esteja certa e que este friozinho gosto demore mais alguns dias para acabar.

 
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Publicado por em 12/07/2011 em Pensado e Dito

 

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“Poema sem rima”

A gente reclama da falta de amor, mas o pior são aqueles que nunca amaram. Eu pelo menos senti essa sensação lá em 2001.

Um amor que se fez único e de um tempo que não volta. Um tempo que deixou boas lembranças

As boas lembranças que jamais se apagam da memória.

E.S.N,

Obrigado por, mesmo depois de tanto tempo, ainda fazer-se presente nas minhas mais agradáveis recordações.

Obrigado pelo “Poema sem Rima” de 18/06/2001 .

 
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Publicado por em 11/07/2011 em Pensado e Dito

 

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Um ‘São João’ em que o santo fecharia os olhos de vergonha

O colorido das bandeiras não foi suficiente pra espantar o cinza que tomou conta da festa.

Estou muito incomodado com algo. Sabe quando você precisa colocar retirar um pensamento, mesmo que à força, de sua cabeça. Fazer um desabafo. Sei que isso não vai mudar o mundo, nem fisicamente e muito sua atmosfera gélida que toma conta de sua população. Porém, desabafar vai fazer com que eu fique um pouco mais leve, livre desta carga pesada de lembranças de uma cena que vi sábado passado durante o evento intitulado ‘São João do Maracanaú’ o qual tive o prazer da companhia de três amigos bem especiais.

Nem mesmo a companhia dos amigos foi suficiente para me fazer pensar aonde o ser humano deseja chegar em sua odisséia pelo planeta chamado vida. Vou tentar explicar de maneira resumida. Vamos aos fatos. Sábado eu poderia ter ido encontrar um apessoa bem especial, ou ter curtido o show da Roberta Sá no parque do Cocó, o show do É o Tchan ou ainda aos festejos juninos (ou seriam julhinos) de meu município: Maranaú. Escolhi a opção número três.   Por ser perto de casa, pela conveniência…tudo favorecia.

Tudo “favorecia”. Isso mesmo entre aspas, pois desde a chegada com um mar de gente no parque de eventos às andanças em busca de um local tranqüilo, tudo foi tenso e complicado. Eu até tentei brincar, ver as coisas de um ângulo melhor, de um prisma diferente, mas de verdade? Dentro de mim uma revolta explodia. Tinha tudo pra ser perfeito, mas as pessoas preferem cair no abismo da imbecilidade e além de estragar seus momentos ainda levam pânico, medo e frustração ao mundo alheio.

Sinceramente, nunca vi tanta briga em um único lugar. Apesar de gratuito a festa oferecia uma estrutura muito bacana. Parque, barracas, uma vila, uma réplica da estátua de Padre Cícero, locais para comer, o quadrilhódromo, dentre outras atrações. Tinha tudo  pra ser perfeito, mas não foi.

Procurávamos um local e lá estava uma briga. O ser humano esqueceu que existem coisas mais importantes que mostrar sua superioridade agressiva. E olhe que a agressão não era apenas um privilégio da ala masculina não. Presenciei, depois dos meus amigos terem ido embora e eu ter ficado um pouco mais na festa (por conta própria), uma briga feia de duas mulheres. O pior foi ver as pessoas em volta, torcendo manifestando uma ira feia de se ver. Uma ira repulsiva. Talvez o motivo fosse ciúmes. Não dava pra saber. A situação era confusa. Intrigante e, o pior, deprimente.

Do lado de fora um verdadeiro campo de guerra. Eu torcia pra ver um taxi livre. Queria ir embora daquele local e esquecer aqueles momentos de conflitos. Porém o pior estava por vir.   No canto da parede, próximo ao muro do quadrilhódromo, um rapaz era espancado. Uma multidão acompanhava com gritos exaltados.  O rapaz apanhou sozinho e eu nem precisava saber o motivo para pensar que aquilo era um castigo sem tamanho. Se fosse injustamente, então.  Automaticamente lembrei o assalto e da surra que levei, gratuitamente, de seis pessoas em maio de 2000. Em frações de segundo veio tudo à tona.

Depois o pensamento voltou para aquele rapaz e nada do táxi. Quando a multidão afastou-se com a  chegada dos seguranças, a cena foi ainda mais forte. O rapaz levantou, não sei com que forças, e andou cambaleante em busca de algo que nem ele mesmo sabia o que era. Na sua cabeça um corte. Um corte horrível. Algo saía de sua cabeça. Alguém gritava: “Gente…É um ser humano”, outra mulher emendou: “É, mas você não pode fazer nada”. Cada uma falou uma verdade. Diante da perversidade humana, da ignorância opcional de algumas pessoas só nos resta a indignação e a impotência.

A cena foi forte…

Essa cena não sai da minha cabeça. Desculpem pela riqueza de alguns detalhes, mas precisava externar isso de uma vez só. É algo que não quero ver nunca mais.

De repente vejo um táxi e corro em busca dele. Consigo pegá-lo e dizer o destino. Consigo chegar em casa e, apesar da lembranças, alguns minutos depois dormir um pouco. Depois de acordar, o pensamento volta à tona. Espero que o rapaz tenha sobrevivido. Espero que o ser humano aprenda divertir-se sem precisar usar de violência pra mostrar que é o “melhor”, o mais forte, que “manda no pedaço”. Ninguém precisa mandar em “pedaço’ algum. Todo mundo pode ter o seu espaço e respeitar o do outro. Entendam espaço como orientação sexual, a mulher ou o homem alheio, a bebida, o dinheiro, os bens, o momento do outro.

Não dá mais para agüentar este tipo de gente.

Sinceramente não dá !!!

É uma pena que bons momentos tenham sido suprimidos com as várias violências na festa. Ponto negativo para uma parte do público, vários pontos negativos, também, para a segurança do evento. Que deixou muito, mas muito a  desejar.

Fica a lição: O ser humano, que se julga um ser super-hiper-ultra-mega-maxi-advanced-power evoluído frente às demais espécies, ainda não aprendeu algo básico que é conviver pacificamente com outro ser da sua própria espécie.

Vai passar…

 
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Publicado por em 11/07/2011 em Pensado e Dito

 

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Descansando e torcendo

Final da Liga Mundial de Vôlei Masculina

Domingo em casa. Deitado na cama acompanhando a final da Liga Mundial de Vôlei Masculino. Por enquanto o Brasil e Rússia empatam em 1 X 1. No terceiro set, Brasil estava perdendo de 9 a 14, e como sempre, mostrou que tem esse poder de superação e conteve os russos que, justiça seja feita, também estão jogando bem demais.

Agora é continuar assistindo o jogo e torcendo pela nossa seleção.

Atualização às 17h39 – Não deu pro Brasil desta vez, mas a seleção perdeu com muita raça, competência e provando que disputar um decacampeonato não é pra qualquer time. A seleção de vôlei do Brasil é motivo de grande orgulho para todos nós. 

Valeu BRASIL !!!!

 
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Publicado por em 10/07/2011 em Pensado e Dito

 

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